terça-feira, 9 de março de 2010

Plenilúnio

De tanto planger
A fonte secou
É preciso deixar ela respirar
Preencher esse vazio
Com plenilúnio
Da maneira mais natural

Talvez a água que saiu até agora era salgada. Quem sabe depois do crepúsculo da decepção. À meia noite. No momento mais claro do dia. Onde o céu se revela tal como é. Talvez depois de tudo. A fonte volte a jorrar. Água doce. Perfeita para beber. O que te fez ficar melhor? O sofrimento? Sim; por ele te tornastes ainda mais doce. Como pode ser? Como esse "páthos" me ajuda? Ah, essa é mais fácil. Por ele descobristes que o amor não se reduz às falácias proferidas outrora. Podes errar ainda, mas não da mesma forma. Aproveite cada instante de teu sofrimento. Sofra. Viva. Voe...

P.S Para uma amiga que diz não ter inspiração para escrever.

Um comentário:

lídia martins disse...

Falando desse jeito.
Eu não vou parar tão cedo.


Que linda supresa Pollycléssio!

Manifesto minha lisonha pelo seu carinho, é sempre bom ter por perto pessoas que nos inspiram a ser melhores do que somos.


Um beijo sagrado no coração

Pipa.